Costura com nanotubos torna fibra de carbono 10 vezes mais forte

28 de abril de 2009

Costura com nanotubos torna fibra de carbono 10 vezes mais forte

Engenheiros do MIT, nos Estados Unidos, estão utilizando nanotubos de carbono para “costurar” materiais aeroespaciais em uma tecnologia que poderá tornar as asas dos aviões e inúmeros outros materiais de amplo uso industrial até 10 vezes mais fortes e com apenas um aumento mínimo em seu custo.

Outra vantagem do uso dos nanotubos de carbono para reforçar os materiais compósitos de que são feitas as asas dos aviões mais modernos é que esses tubos nanoscópicos elevam a condutividade elétrica do material em mais de um milhão de vezes, tornando os aviões menos sujeitos a danos causados pelos relâmpagos.

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Nanotubos de carbono (representados em azul) são colocados perpendicularmente em relação às fibras de carbono, evitando que a cola que as une se quebre. [Imagem: Wardle Lab, MIT]


Fibras de Carbono

Os materiais mais avançados hoje utilizados em aplicações aeroespaciais, na construção de carros de corrida e de alguns equipamentos esportivos, são compósitos, feitos com sucessivas camadas de fibras de carbono coladas entre si por um polímero.

Mesmo sendo extremamente resistentes, a limitação desses materiais está exatamente na cola, que pode apresentar trincas e rachaduras, fazendo com que as fibras de carbono se separem e o material perca rigidez. Por isso, os engenheiros há anos pesquisam formas para reforçar a interface entre as camadas, ainda sem sucesso.

Nanocostura

Agora, a equipe do pesquisador Brian L. Wardle acredita ter encontrado a solução. Eles estão utilizando nanotubos de carbono - que são cerca de 1.000 vezes menores do que as fibras de carbono - para fazer uma espécie de costura que mantém as camadas de fibras unidas muito mais fortemente do que quando a cola polimérica é usada sozinha.

A nova técnica mantém o uso da cola, mas faz um reforço inserindo nela nanotubos de carbono dispostos perpendicularmente às camadas de fibras de carbono. Como são muito menores, os nanotubos colocados na perpendicular entram nos espaços vazios das fibras de carbono, fazendo uma verdadeira nanocostura entre as camadas superpostas.

“Desta forma nós estamos colocando as fibras mais fortes conhecidas pelo homem [os nanotubos de carbono] no lugar onde o compósito é mais fraco e onde ele é mais necessário,” explica Wardle.

O aumento na resistência das peças pode ser alcançado com uma quantidade de nanotubos de carbono equivalente a menos de 1% da massa total do compósito, o que deverá implicar no aumento do custo do material em apenas alguns poucos pontos percentuais, segundo cálculo do pesquisador.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanocostura-com-nanotubos-fibra-de-carbono-10-vezes-mais-forte&id=010165090313

Átomos de carbono são mostrados em filme pela primeira vez

15 de abril de 2009

Átomos de carbono são mostrados em filme pela primeira vez

Pela primeira vez, cientistas conseguiram fazer um filme mostrando átomos individuais de carbono movendo-se nas bordas de uma folha de grafeno.

Vendo átomos individuais

“A capacidade para ver átomos individuais movendo-se em tempo real para ver como a configuração atômica evolui e influencia as propriedades do sistema é alguma coisa como um biólogo ser capaz de ver as células se dividindo e formando um organismo,” diz o físico Alex Zettl, que coordenou a pesquisa.

Os cientistas fizeram um furo na folha de grafeno - uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura - e usaram o mais poderoso microscópio de transmissão eletrônica do mundo para filmar os átomos realinhando-se ao redor do furo, tudo em tempo real.

Spintrônica

O filme permite a visualização das ligações químicas se quebrando e formando à medida que os átomos tentam retornar para uma configuração estável depois que o furo foi feito.

Pode-se ver os átomos realinhando-se em uma estrutura em ziguezague, a mais promissora para futuros explorações da spintrônica.

“O crescimento átomo por átomo é um dos problemas mais fundamentais da física do estado sólido, mas é especialmente crítico para sistemas em nanoescala, onde a adição ou subtração de um único átomo pode ter consequências dramáticas para as propriedades mecânicas, ópticas, eletrônicas, termais e magnéticas do material,” explica Zettl.

A técnica de filmagem de átomos em movimento agora poderá ser aplicada a outros materiais, permitindo o entendimento da formação e cristalização dos sólidos.


Bibliografia:
Graphene at the Edge: Stability and Dynamics
Çaglar Ö. Girit, Jannik C. Meyer, Rolf Erni, Marta D. Rossell, C. Kisielowski, Li Yang, Cheol-Hwan Park, M. F. Crommie, Marvin L. Cohen, Steven G. Louie, Alex Zettl
Science
March 27, 2009
Vol.: 323. no. 5922, pp. 1705 - 1708
DOI: 10.1126/science.1166999

Neurônio artificial pode criar estrutura capaz de emular cérebro humano

15 de abril de 2009

Neurônio artificial pode criar estrutura capaz de emular cérebro humano

A modelagem de estruturas de carbono em escala molecular pode ser o próximo passo na tentativa de emular funções do cérebro humano. Com esse enfoque, pesquisadores estão projetando um córtex sintético, uma plataforma onde a forma de funcionamento do cérebro humano poderá ser imitada de forma artificial.

Neurônio artificial pode criar estrutura capaz de emular cérebro humano

Esquema do neurônio artificial, construído com transistores de nanotubos de carbono.[Imagem: USC/NSF]

 

Neurônios artificiais

A equipe da professora Alice Parker está criando os primeiros neurônios sintéticos, ou artificiais, minúsculas estruturas feitas com nanotubos de carbono, capazes comunicar-se uns com os outros.

Cada vez que um neurônio é acionado, ele envia um sinal eletroquímico para milhares de outros neurônios ao seu redor. Com aproximadamente 100 bilhões de neurônios no córtex humano, o que resulta em algo como 60 trilhões de conexões sinápticas, o cérebro é uma estrutura maciçamente interconectada.

 

Esfera do pensamento

“O cérebro é uma espécie de fábrica bioquímica, operando em uma esfera que você não pode esticar sobre circuitos integrados e placas de circuito impresso a fim de emular toda a sua atividade elétrica,” explica a professor Parker.

“A conectividade é imensa e existem muitos ‘delays’. Nós tivemos que nos voltar para a nanotecnologia para construir algo tridimensionalmente, para que eventualmente nós sejamos capazes de emular como os neurônios disparam e ativam os outros ao longo de uma rota específica dentro daquela esfera.”

 

Neurônios transistorizados

O resultado é um neurônio artificial projetado tridimensionalmente, como se fosse um transístor 3D, construído com peças nanoscópicas de carbono. Usando o projeto, os pesquisadores agora se preparam para construir o primeiro chip usando os seus “neurônios transistorizados” de carbono.

Até o final deste semestre, afirma Dra. Parker, a pesquisa já contará com “vários neurônios sintéticos conversando entre si.” Usando o chip que será construído, os pesquisadores planejam testar a conexão entre os neurônios sintéticos e sua interconectividade, verificando o funcionamento de suas sinapses artificiais.

 

É possível construir um cérebro artificial?

O objetivo da pesquisa não é modesto. Em última instância, os pesquisadores desejam responder uma questão fundamental: Será o homem capaz de construir um cérebro artificial, de dimensões razoáveis, capaz de apresentar um comportamento e aprender?

“Nós realmente não sabemos se conseguiremos ainda, apesar de toda a imprensa falando que nós estamos próximos disso,” explica a Dra. Parker. “O córtex humano é maciçamente interconectado e as conexões estão sempre mudando. Esse tem sido sempre um dos maiores desafios na tentativa de simular o funcionamento neural. Mas, com as tecnologias se tornando menores e mais baratas, há uma possibilidade de se construir estruturas neurais na escala do cérebro humano.”

Para o que serviria um cérebro artificial? Para controlar robôs terrestres e espaciais, para construir carros capazes de dirigir sozinhos, próteses capazes de aprender (a ver e ouvir, por exemplo), fazer implantes médicos neurais e o que mais ocorrer ao cérebro natural. Pelo menos até que idéias comecem a ocorrer também nos cérebros artificiais.

 

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=neuronio-artificial-pode-criar-estrutura-capaz-de-emular-cerebro-humano&id=010165090310

Nanoantenas de carbono superam antenas tradicionais em aplicações sem fio

15 de abril de 2009

Nanoantenas de carbono superam antenas tradicionais em aplicações sem fio


Nanoantena

“Ela transmite quase tão bem quanto uma antena de cobre comum, mesmo tendo apenas um décimo de milésimo de seu peso.” É assim que os pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, descrevem a sua nanoantena, construída com uma fibra feita com nanotubos de carbono.

Para testar a nanoantena e comprovar sua incrível eficiência, os pesquisadores abriram um telefone celular e substituíram a antena do aparelho pela finíssima fibra de nanotubos de carbono que eles teceram em seu laboratório.

 

Nanoantenas de carbono superam antenas tradicionais em aplicações sem fio

Em cima, a fibra tecida a partir de nanotubos de carbono. Embaixo, o teste no celular do pesquisador.[Imagem: Jay Yocis]

 

 

 

Antena dipolo de carbono

“A surpresa mais agradável foi como foi fácil fazê-la funcionar. A parte mais difícil é manipular a antena. Ela flutua no ar ambiente,” conta David Mast, que desenvolveu a nanoantena em colaboração com seus colegas Vesselin Shanov e Mark Schulz.

Para facilitar os testes, os pesquisadores colaram sua antena dipolo de nanotubos de carbono, que mede apenas 25 micrômetros de diâmetro, em uma fita adesiva.

A nanoantena tem inúmeras possibilidades de uso, podendo servir para transmitir dados em equipamentos superminiaturizados, como implantes médicos, etiquetas RFID e em roupas inteligentes, que poderão ter equipamentos eletrônicos incorporados no interior das fibras do tecido.

 

Elétrons na superfície

A antena de nanotubos de carbono funciona tão bem porque os elétrons estão sempre tentando ir para a superfície do material por onde eles transitam. Como o cobre é um material maciço, resta uma superfície pequena para que eles transitem.

Na fibra de nanotubos de carbono, os elétrons podem ir sempre para a superfície dos diversos nanotubos individuais que compõem a fibra. Em vez de vencer a resistência para caminhar no interior de um material maciço, eles estão sempre na superfície, que é onde eles trafegam com maior eficiência. Além disso, os nanotubos são ocos, o que deixa ainda mais área superficial à disposição dos elétrons.

 

Substituindo as fiações de cobre

“As fibras de carbono têm uma fração dos atuais condutores de cobre e as antenas poderão ser aplicadas diretamente [nos equipamentos], podendo ter importância significativa em atividades aeroespaciais. Em um avião, há várias centenas de quilogramas de cabos e fiações de cobre,” diz Mast.

Agora os pesquisadores planejam melhorar a resistência de suas fibras, tecendo-as em múltiplas malhas, além de encontrar empresas que estejam dispostas a fabricar as nanoantenas em escala comercial.

 

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanoantenas-de-carbono-superam-antenas-tradicionais-em-aplicacoes-sem-fio&id=010165090319

Nanotecnologia ajuda a ‘fritar’ câncer de pele sem danificar células saudáveis

31 de março de 2009

Estudos foram conduzidos com camundongos vítimas de melanoma. Técnica usa nanoesferas de ouro que penetram as células cancerosas.

Cientistas trabalhando nos Estados Unidos desenvolveram uma técnica arrojada para combater o melanoma. Esferas minúsculas e ocas feitas de ouro, acopladas a uma molécula orgânica capaz de se prender apenas às células cancerosas, são injetadas no organismo. E aí, ao submeter o paciente a um banho de luz infra-vermelha, as pequenas esferas fritam o câncer, sem danificar as células saudáveis.

O resultado, obtido pelo grupo de Chun Li, do Centro de Câncer da Universidade do Texas M.D. Anderson, está na última edição do periódico científico “Clinical Cancer Research”. A pesquisa demonstra o potencial da nanotecnologia na medicina, uma vez que as esferas de ouro são medidas em nanômetros (milionésimos de milímetros). Com seu tamanho diminuto, elas conseguem adentrar as células cancerosas, e então fritá-las de dentro para fora.

Foto: Reprodução

Imagem de biópsia de células de melanoma humanas (Foto: Reprodução)

Os únicos pacientes tratados até agora foram camundongos, mas os resultados já animaram os pesquisadores, que buscarão em breve autorização para conduzir testes em humanos.

As nanopartículas se concentram mais nas células cancerosas pelo fato de que essas possuem poros maiores. Além disso, acoplada a essas pequenas esferas há uma biomolécula, chamada de peptídeo. É uma espécie de miniproteína, cuja propriedade principal é “se encaixar” a um receptor que é muito abundande em células de melanoma (câncer de pele).

“A capacidade de mirar ativamente nanopartículas para tumores é o santo graal da nanotecnologia terapêutica para o câncer”, disse, em nota, Chun Li. “Estamos chegando mais perto desse objetivo.”

O desenvolvimento dessa técnica é especialmente atraente por ser minimamente invasivo. Em fez de abrir o paciente, basta injetá-lo com as nanopartículas. Depois a luz infra-vermelho penetra a camada superficial da pele e atinge as pequenas esferas de ouro. O resultado é um aquecimento das esferas, que acaba por destruir a célula cancerosa.

“As implicações clínicas dessa técnica não estão limitadas ao melanoma”, disse Jin Zhang, pesquisador da Universidade da Califórnia em Santa Cruz que desenvolveu as nanoesferas ocas, apontando que seu tamanho pequeno permitiria ampla absorção por vários tipos diferentes de célula.

Fontehttp://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL982419-5603,00-NANOTECNOLOGIA+AJUDA+A+FRITAR+CANCER+DE+PELE+SEM+DANIFICAR+CELULAS+SAUDAVEI.html

China avança na nanotecnologia

31 de março de 2009

Pesquisadores desenvolvem de alto-falante com um milímetro de espessura a roupas que monitoram a saúde.

Tom Mackenzie

Sentados em um dos laboratórios científicos mais avançados da China, dois estudantes de doutorado, vestidos dos pés à cabeça com roupa branca de proteção, escutam à canção pop “Hero”, da cantora Mariah Carey. Não é o som, mas a faixa transparente de um milímetro de espessura que captura a atenção deles - um alto-falante nanométrico que promete revolucionar onde, e como, ouvimos música.


“Isto é tecnologia de ponta”, disse o professor Shoushan Fan, diretor do laboratório de nanotecnologia da prestigiosa Universidade Tsinghua, de Pequim. Sem precisar de um cone, um ímã ou um amplificador, o alto-falante, que se parece mais com um filme fino de plástico transparente, pode ser usado para transformar quase qualquer superfície num auditório. Ele é feito de nanotubos de carbono que, quando aquecidos, fazem o ar ao seu redor vibrar, produzindo o som. “O alto-falante é dobrável e flexível”, disse Fan. “Você pode prendê-lo na janela de trás do seu carro e tocar música a partir dali.”


O alto-falante de Fan é somente a ponta do iceberg do programa ambicioso de nanotecnologia da China, que tem o potencial de transformar sua economia baseada em exportações e praticamente cada aspecto de nossas vidas, de comida e roupas a medicina e exército.


A nanotecnologia - manipulação da matéria em escala atômica para desenvolver novos materiais - é um setor que deve movimentar cerca de US$ 2 trilhões em 2012, e a China está determinada a conquistar o maior pedaço desse mercado.


Seu investimento já ultrapassou o de qualquer outro país depois dos Estados Unidos. Desde 1999, os gastos da China em pesquisa e desenvolvimento subiu mais de 20% por ano. Um incentivo maior veio do pacote de estímulo de US$ 585 bilhões, anunciado pelo governo este ano, que destinou US$ 17,5 bilhões para as atividades de P&D.


“A tendência geral é irrefutável”, disse o Dr. James Wilsdon, diretor do Centro de Política Científica da Royal Society, e autor do relatório China: a nova superpotência científica?. “A China está alcançando a maioria das nações desenvolvidas em termos de pesquisa e desenvolvimento, em termos de cientistas ativos na área, em termos de publicações e em termos de patentes.”


Fan espera que a crise econômica, que levou ao fechamento milhares de fábricas chinesas, force o país a passar de um fabricante de produtos de baixo custo, como brinquedos e calçados, para bens de alta tecnologia, como telas nanométricas sensíveis ao toque para telefones móveis. Sua equipe está trabalhando para substituir o óxido de estanho e índio (ITO, na sigla em inglês), usado em telas sensíveis ao toque encontradas em Blackberrys e iPhones. “O ITO é muito caro e quebra quando dobrado”, ele disse. “Estamos desenvolvendo filmes finos de nanotubos para substituir o ITO. Eles podem ser dobrados e são muito mais baratos.”


A China produz hoje mais publicações científicas sobre nanotecnologia do que qualquer outro país. Fábricas de produtos nanotecnológicos floresceram em cidades desde Pequim, ao norte, a Shenzhen, ao sul, trabalhando em produtos que incluem asfalto que absorve poluentes e roupas forradas com nanotubos que podem monitorar a saúde.


No mês passado, pesquisadores da Universidade Nanjing e colegas da Universidade de Nova York divulgaram a criação de nanorrobôs com dois braços que podem alterar o código genético. Eles permitem a criação de novas estruturas de DNA, e poderiam constituir uma fábrica para produzir os componentes de novos materiais.


“As áreas em que a nanotecnologia já está sendo usada são infinitas”, disse Wilsdon. “É o resultado do investimento direcionado para o desenvolvimento e o refinamento de novos nanomateriais. E os chineses têm foco nessa área porque ela é próxima do mercado.”


A China, como os Estados Unidos, também deve estar destinando muito do seu investimento de P&D para aplicações militares. “Existe muita preocupação sobre o uso da nanotecnologia como arma”, disse Wilsdon. “Estou certo de que a China gasta parte importante de seu orçamento de P&D para uso militar.”


Tim Harper, fundador da consultoria de nanotecnologia Cientifica Ltd, disse que os compostos de nanotubos de carbono podem ser usados para fortalecer superfícies de metal, que coberturas anti-risco estão sendo desenvolvidas para painéis e que os pesquisadores estão tentando encontrar um substituto nanométrico para baterias de uso militar.

 

Fonte: O ESTADO DE S.PAULO – NEGÓCIOS  – PÁG. B19 - 28/03/2009 - São Paulo, SP.

Nanotecnologia é a nova aposta da Tintas Futura

24 de março de 2009

Produtos ganham maior durabilidade e poder de cobertura.

Uma indústria de Guarulhos (SP), a Tintas Futura, com capital 100% nacional, já está colocando no mercado produtos altamente competitivos, obtidos com a aplicação da nanotecnologia em polímeros. As pesquisas no laboratório de química da empresa começaram em 2004 e o resultado é surpreendente. As tintas ganharam maior capacidade de dispersão, maior poder de cobertura, resistência e durabilidade da cor.


De forma simplificada, pode-se dizer que os polímeros são macromoléculas formadas a partir de unidades estruturais menores, os monômeros, e que a nanotecnologia,originada da nanociência, opera com dimensões pequeníssimas. Nano designa um bilionésimo de determinada grandeza. Um produto com um nanômetro tem o tamanho de um bilionésimo de metro. Basicamente as pesquisas trabalham átomo por átomo e esse ambiente de manipulação de moléculas e partículas nanômétricas conduz ao desenvolvimento de novos produtos ou à modificação de suas características.


Na Tintas Futura, foram realizadas centenas de pesquisas em polímeros modificados com aditivos em tamanho de partícula na escala nanométrica. Foi a incorporação do nanocomposto, através da polimerização em microemulsão, que propiciou um polímero que promove maior dispersão e cobertura superficial. Outro resultado do processo foi uma significativa redução do odor e o aumento da resistência ao desenvolvimento de microorganismos, como mofo ou bolor.


“Por contar com tecnologia própria, agora podemos oferecer aos nossos clientes um produto com o que há de mais moderno no mercado, com preço muito mais competitivo”, explica Valdemar Granzoti, químico da Tintas Futura. Todas as linhas comercializadas pela empresa, Econômica, Standart ou Premium, irão contar com a inovação tecnológica. “Hoje, os clientes estão cada vez mais exigentes, o que estimula os fabricantes a oferecer um produto com qualidade cada vez maior. Com a nanotecnologia, a Futura passa a oferecer os melhores resultados na fabricação de tintas e todos ganham”, afirma Valdemar.


 

Fonte para entrevistas: 
Valdemar Granzoti – químico da empresa, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia.


 

Informações para a imprensa: 
Ex-Libris Comunicação Integrada (11) 3266-6088 
Fernanda Mira: fernanda@libris.com.br ramal 209 
Célia Moreno: celiabmoreno@libris.com.br ramal 208

Os mistérios da nanotecnologia

18 de março de 2009

 

A nanotecnologia é uma área da ciência onde as pesquisas avançam, mas ainda têm um custo muito alto. O objetivo é construir novas estruturas usando o que a natureza tem como matéria-prima: os átomos.

 

Assista o vídeo sobre os mistérios da nanotecnologia: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM939973-7823-OS+MISTERIOS+DA+NANOTECNOLOGIA,00.html

Nanotecnologia: ela está no meio de nós

18 de março de 2009

 

 

Nanotecnologia: ela está no meio de nós

Você talvez não saiba, mas centenas de produtos que usam propriedades ligadas ao mundo do “mundo pequeno” já circulam por aí. E isso é só o começo

Por: SALVADOR NOGUEIRA

 

Se você é daqueles que temem os perigos envolvidos com o que se convencionou chamar de nanotecnologia, é bom se preocupar mesmo, porque ela veio para ficar. E não é uma questão de futuro. Produtos nanotecnológicos já estão proliferando ao nosso redor, e cerca de 450 deles já estão disponíveis comercialmente, segundo as estimativas dos especialistas no setor.

 

Nanopartículas: a produção de materiais átomo por átomo, que já é uma realidade, enche de esperança e idéias pesquisadores da indústria, do comércio e, principalmente, da medicina

 

A boa notícia é que ninguém precisa se preocupar — pelo menos até o futuro mais próximo — com o terror da chamada “gosma cinza” (do original em inglês, “grey goo”), a noção de que nanomáquinas autoreprodutoras descontroladas possam, em seu avanço desenfreado, consumir os recursos do planeta e extinguir toda a vida pré-existente.

 

“Não, se for para falar disso, você precisa procurar outra pessoa”, diz, rindo, Oswaldo Luiz Alves, professor do Departamento de Química Inorgânica do Instituto de Química da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e coordenador científico do Laboratório de Química do Estado Sólido. “Eu posso falar sobre a nanotecnologia do mundo real, que já está aí, transformando empresas e gerando novos produtos.”

 

E põe real nisso. Apesar de ser tramada em laboratórios, a nanotecnologia não é só coisa para médico, cientista ou biólogo, muito pelo contrário. Algumas das aplicações mais adiantadas estão em áreas que ficam bem mais próximas do cidadão médio (leia-se, eu e você). Quem tiver iPod aí levante a mão.

 

Pois é, os brinquedinhos da Apple que viraram sensação se vangloriam de usar elementos de nanotecnologia em sua fabricação, e o mesmo acontece com alguns pendrives de computador — dispositivos portáteis de memória que funcionam como um minidisco rígido e são facilmente espetados em computadores por meio de portas de conexão padrão USB.

 

Então quer dizer que esse mundo microscópico só aparece em objetos aparentados do computador? Longe disso. Hoje, tenistas do hemisfério Norte já contam com bolas que duram mais graças aos nanomateriais em sua composição. Há também ceras que, de tão microscopicamente desenvolvidas, preenchem com mais competência os arranhões nos nossos carros. Nem o campo da moda ficou de fora do avanço nanotecnológico. Já chegaram aos mercados acima do Equador calças que repelem água e meias que, acredite, combatem o mau odor.

 

Enquanto esperamos por essas bolas, ceras e calças, cientistas trabalham no desenvolvimento de idéias nano que possam abrir espaço para avanços até então inimagináveis e, o principal, usar essa tecnologia de criar materiais átomo por átomo para salvar vidas.

 

Fantasia real 
Por ser praticada num nível tão microscópico, a nanotecnologia é uma daquelas coisas nas quais se tem de crer sem ver. No máximo, dá para sentir. Para se abrigar sob o guarda-chuva do conceito, basta que o objeto envolva algum tipo de desenvolvimento tecnológico que ocorra numa escala medida em nanômetros (subdivisão do metro que equivale a milionésimos de milímetro, algo como repartir um fio de cabelo em 10 milhões de pequenas fatias e separar apenas uma delas). Essa escala é a ideal para a medição de coisas muito próximas do porte atômico. Isso significa que, sob esse ponto de vista, uma célula humana se pareceria com algo muito grande. E daí surgem as fantasias da nanotecnologia, que em muito inspiraram a ficção científica, sobretudo de três ou quatro décadas para cá.

 

 

Espera: enquanto os nanorrobôs não chegam, cientistas da área médica usam a nanotecnologia para aprimorar os procedimentos atuais

 

Como, em termos de inspiração, a relação entre ciência e ficção costuma ser uma via de mão dupla, dá para antever alguns avanços que irão brotar dos laboratórios nanotecnológicos. Um bom exercício para tanto é o filme “Fantastic Voyage” (Viagem Fantástica), de 1966, que narra a aventura de um grupo de médicos que embarca numa espécie de submarino para ser miniaturizado até a escala nanoscópica. Tudo para permitir que eles entrem no corpo de um paciente e realizem uma cirurgia extremamente precisa em seu interior — a delicada extração de um coágulo no cérebro.

 

Há quem diga que avanços parecidos com esse estão tomando forma e serão realidade plena em coisa de 30 ou 40 anos. Claro, ninguém vai ser miniaturizado dentro de um submarino, o que é impossível até para os mais otimistas e visionários da nanotecnologia, mas máquinas já criadas nessa escala farão todo o serviço automaticamente. Agora, uma coisa precisa ser dita: isso ainda não existe, nem em estágio preliminar. Em compensação, passos intermediários já foram tomados, tornando a nanotecnologia médica uma realidade palpável.

 

“Como exatamente a nanotecnologia vai poder fazer todas essas coisas? A resposta depende da definição a ser adotada. É possível argumentar que toda a biologia é uma forma de nanotecnologia. Afinal, até mesmo a criatura mais complicada é feita de pequenas células, que são elas mesmas compostas por tijolos em nanoescala: proteínas, lipídios, ácidos nucléicos e outras moléculas biológicas complexas”, afirma Paul Alivisatos, professor do Departamento de Química da Universidade da Califórnia em Berkeley.

 

Partindo do pressuposto de que tudo na escala biológica é nanotecnologia, ele e seus colegas têm desenvolvido uma série de aplicações “nano”com uso médico. No cerne de suas apostas estão os “quantum dots” (“pontos quânticos”), que podem ser definidos basicamente como nanocristais semicondutores capazes de emitir luz de uma determinada cor, quando estimulados por uma fonte luminosa. Em razão do tamanho diminuto, seu comportamento é regido pelas leis estranhas da mecânica quântica.

 

Segundo Alivisatos, é possível melhorar em muito os procedimentos de diagnóstico com os quantum dots. Para identificar uma bactéria infecciosa, por exemplo, bastaria conectar alguns quantum dots em anticorpos e então usar as propriedades luminosas dos dots para observar como eles reagiriam numa amostra tirada do organismo. Ao serem iluminados, eles emitem luz de uma determinada cor, que denunciaria a atividade dos anticorpos e revelaria, de pronto, a presença de potenciais patógenos ligados a eles.

 

Morte ao tumor 
Até aqui, o assunto foram as aplicações de pesquisa básica e diagnóstico. Mas a nanotecnologia também seria útil para tratamentos? Não há dúvida. Já existem métodos para a fabricação de moléculas com uma organização muito especial e projetadas para abrigar medicamentos em seu interior. O exemplo clássico desse tipo de organização é representado pelas chamadas “buckyballs”.

 

 

Promessa: os tratamentos médicos podem ficar mais eficazes no dia em que nanorrobôs despejarem apenas a dose necessária de medicamento

 

Conhecidas oficialmente como “fullerenos”, elas são compostas por 60 átomos de carbono, organizados de maneira a produzirem um formato de bola de futebol — uma geometria muito semelhante à das cúpulas geodésicas criadas pelo arquiteto Buckminster Füller (1895-1983), o que explica os dois nomes dados à molécula.

 

Agora, o mais interessante sobre as “buckyballs” é que elas podem abrigar substâncias em seu interior — drogas contra o câncer, por exemplo. Uma vez lá, faltaria apenas o mais difícil: dar um jeito de fazer com que as moléculas deixassem o remédio aprisionado até atingirem as células cancerosas, quando então liberariam a substância, matando somente o tecido doente e preservando o tecido sadio (esse, aliás, é o grande desafio dos tratamentos do câncer hoje: como matar o tumor sem matar o paciente junto). Combinando as tecnologias dos quantum dots plugados a anticorpos específicos, destinados a se conectarem a células cancerosas, e estruturas como as das “buckyballs”, talvez seja possível um dia atingirmos esse grau de precisão.

 

Por ora, no entanto, os avanços nanotecnológicos médicos estão mais para melhorias sobre os processos atuais do que para revoluções. “Neste momento, em grande parte, vivenciamos uma nanotecnologia incremental, ou seja, tratam-se de desenvolvimentos que aprimoram e incrementam conhecimentos e tecnologias existentes”, afirma Oswaldo Alves. “Entretanto, esse passo inicial levará a um importante passo seguinte, a nanotecnologia radical, na qual se trabalhará com conhecimentos, concepções e paradigmas completamente novos.”

 

Para dar uma idéia desses novos paradigmas, deve-se levar em consideração uma característica importante de todas as coisas nano: o tamanho é que faz a diferença, não tanto a composição. Um dado material já conhecido pelos engenheiros passa a ter propriedades completamente diferentes quando transformado num nanoparticulado. Correntes elétricas que antes não passavam agora passam (ou vice-versa), materiais flexíveis se tornam ultraresistentes (ou vice-versa) e tudo parece lembrar que Alice não está mais no Kansas.

 

Inspiração animal 
Ao estudar essas novas propriedades, agradáveis surpresas podem emergir, muitas delas com potenciais usos práticos. E a inspiração muitas vezes vem da biologia, uma especialista “nata” em coisas nano. Pelo menos foi o que aconteceu com a equipe de Phillip B. Messersmith, da Universidade Northwestern, em Evanston, Estados Unidos. Eles acabam de desenvolver uma supercola inspirada pelas propriedades adesivas das lagartixas e dos mexilhões.

 

 

É o bicho: muitos apostam que o desenho dos nanorrobôs será inspirado em insetos como essa centopéia, concebida para ser utilizada na limpeza de roupas e tecidos

 

A cola contém uma camada muito fina de polímeros com propriedades similares às dos pêlos microscópicos que permitem às lagartixas subir pelas paredes. No entanto, esses animais perdem muito de sua capacidade quando expostos à água. Para evitar que o mesmo acontecesse com sua cola nanotecnológica, o grupo de Messersmith combinou o produto com outra camada de polímeros sintéticos, desta vez imitando as proteínas adesivas dos mexilhões, que obviamente funcionam em ambientes úmidos. Os cientistas esperam que sua supercola seja útil à medicina e à indústria, com uma possível entrada até em aplicações militares.

 

E por aí vai. Não é à toa que até mesmo indústrias de cosméticos estão investindo grandes fortunas em potenciais produtos nanotecnológicos. Mas é preciso tomar cuidado: “nano” virou uma palavra da moda, e sempre terá alguém querendo se apropriar da etiqueta para divulgar um produto que de nanotecnologia não tem nada.

 

“Tenho informações de um caso bastante interessante que teria ocorrido na Alemanha, onde funcionários de limpeza de um hospital passaram mal e tiveram que ser internados com dores de cabeça, vômitos etc., pois estavam usando, em seu trabalho, um produto ‘declarado’ pelos fabricantes como sendo nano”, conta Alves. “Nesse episódio, várias organizações nãogovernamentais foram a público, colocando a nanotecnologia sob forte suspeição. Passado algum tempo, foram verificadas duas facetas dessa situação. A primeira é que o produto não tinha nada de nano e, a segunda, que o que tinha feito mal para os trabalhadores foi o solvente usado na fabricação do produto, ou seja, com nano ou sem nano, o tal solvente poderia levar àqueles sintomas do mesmo jeito!”

 

Ainda procurando seu melhor abrigo em outras indústrias, a nanotecnologia concentra grande parte das esperanças de evolução para os fabricantes de computadores. A nanoeletrônica, aliás, pode ser a saída para que se mantenha o ritmo de evolução dos PCs que temos observado desde os anos 1950, quando foram produzidos os primeiros circuitos integrados.

 

Até hoje, os computadores têm progredido segundo uma regra empírica que ficou conhecida como Lei de Moore. Cunhada por Gordon Moore, fundador da Intel, ela diz que basicamente os circuitos integrados dobram sua capacidade de processamento a cada 18 meses. Isso é medido pelo número de transistores que se consegue colocar numa mesma placa eletrônica.

 

Ocorre que, após 50 anos nesse ritmo frenético de miniaturização (que testemunhamos no dia-a-dia ao comparar, por exemplo, o tamanho e a capacidade de nossos telefones celulares há cinco anos e agora), está cada vez mais difícil seguir adiante. Já começam a surgir estratégias “malandras” de prosseguir ampliando o processamento, como a criação de computadores com dois núcleos de processamento (dual core) ou até mais. Mas ninguém nega que até mesmo esses artifícios um dia se tornarão inviáveis — a não ser que a nanotecnologia apareça para salvar o dia.

 

Moore, temos de passar pelo aumento do número de transistores por chip, ou seja, tem de ser promovido um aumento da miniaturização. Esse processo tem levado a problemas como a questão da corrente de fuga (fluxo de corrente anormal ou indesejada em um circuito elétrico). Para resolver esse gargalo, alguns pesquisadores, sobretudo da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, têm proposto, por exemplo, colocar na superfície do “waffer” (bolacha) de silício uma camada de alguns nanômetros de espessura de germânio (um semimetal utilizado na produção de semicondutores e fibras óticas), o que levaria a um aumento da mobilidade dos elétrons, sem efeitos negativos secundários.

 

Uma outra alternativa seria o desenvolvimento da spintrônica — uma área de pesquisa que se situa na fronteira entre o magnetismo e a eletrônica e estuda uma propriedade dos elétrons antes inexplorada: sua rotação (spin, em inglês). Segundo Dmitri Nikonov, engenheiro da Intel,“em 2020, será possível atingir os limites da miniaturização e, sobretudo, da densidade dos transistores sobre um chip”. Para ele, a spintrônica é a tecnologia mais promissora para prolongar a Lei de Moore. Ou seja, “essa lei e a nanotecnologia estarão de mãos dadas neste século”, afirma Alves.

 

Replicantes 
Nada contra o avanço tecnológico, desde que ele não nos coloque em risco. E aí há um fato a destacar nessa história toda. A exemplo de muitos desenvolvimentos na área dos alimentos transgênicos, ainda não há estudos suficientes que demonstram que a nanotecnologia é inofensiva. Com propriedades tão radicalmente diferentes, como se assegurar de que nanoparticulados não podem causar danos sérios aos pulmões, à pele ou ao ambiente?

 

É uma preocupação que está na crista da onda, com essa invasão crescente de produtos ligados ao setor. Importantes discussões ocorreram e vêm ocorrendo nos Estados Unidos, envolvendo órgãos como a EPA (Agência de Proteção Ambiental) e a FDA (agência que regula fármacos e alimentos nos EUA), para a construção de arcabouços legais e protocolos de avaliação de riscos que possam permitir uma inserção responsável dos produtos nanotecnológicos na vida dos cidadãos.

 

Esforços também têm sido feitos na Europa e no Japão, tanto em termos dos aspectos da toxicidade das nanoestruturas quanto de sua classificação e normalização.

 

Fora isso, há o perigo de que nanorrobôs auto-replicantes comecem a se reproduzir de maneira desenfreada e escapem ao controle. Há quem tema que, quando essa reprodução invisível chegar aos nossos olhos, já seja tarde demais. Para acalmar aqueles que já imaginam um roteiro de filme B com essa história, os cientistas acenam com o desenvolvimento de formas de controle da proliferação desses “blade runners” microscópicos.

 

E é bom que desenvolvam mesmo. Porque, assim como os transgênicos, goste-se ou não deles, os produtos da nanotecnologia estão aí. É um mercado que deve atingir o patamar de 1 trilhão de dólares em 2015. Ou seja, prepare-se para usar calças que não molham, meias que não cheiram e, quem sabe, ter pequenos robôs circulando pelas suas veias.

 

MUNDO MICROSCÓPICO

PARA QUE SERVE E O QUE ESPERAR DA NANOTECNOLOGIA NO FUTURO

 

O QUE É 
Construção por átomos define a produção nano
1. Origem: os estudos tiveram início em meados do século passado, quando o Nobel de física Richard Feynman (1918-1988) propôs em discurso a manufatura de elementos átomo por átomo. E a nanotecnologia é a ciência da criação de máquinas que manipulam um átomo por vez
2. Nanorrobôs: são os “trabalhadores” em tamanho molecular no mundo da “nanofatura”. Máquinas que têm um controle, molécula a molécula, do processo de construção, eles assumem duas formas básicas: montadores gerais e auto-reprodutores
3. Auto-reprodutores: para construir algo útil, são necessários muitos montadores. Assim, a sua primeira tarefa é produzir cópias de si próprios. Para erguer um arranha-céu, por exemplo, é preciso liberar toda uma série de montadores, formada por bilhões e bilhões de microscópicos robôs
4. Montadores gerais: esses robôs do tamanho de células são equipados com “dedos” para manipular moléculas, sondas para distinguir um átomo do outro e programas para dizer a eles o que fazer e como
5. Os dois lados da manufatura: o primeiro é a abordagem convencional, que começa com um grande pedaço de matéria, que será modificada até atingir a forma desejada. A outra maneira é amontoar os átomos na forma pretendida. E isso é possível. Basta pegar o exemplo das células, que juntam proteínas de átomos e moléculas individuais, transformando-as em coisas maiores, que vão desde o esperma até as árvores 

 

APLICAÇÕES 
No futuro, a nanotecnologia vai ocupar papel fundamental na construção de objetos
1. Diversidade: Não há limite para imaginar o que será possível fazer com os nanorrobôs. Uma das mudanças a que vamos assistir num futuro próximo é a proliferação do processo de “nanofatura” de nanotubos. Desse avanço, podem decorrer inúmeros outros, principalmente no campo da tecnologia e na área médica
2. Nanotubos: são minúsculas estruturas feitas de carbono/grafite. Eles são muito fortes, pequenos e bons condutores de eletricidade. Podem formar o bloco central de estruturas e dos computadores do futuro
3. Avanços high tech: o primeiro é a miniaturização dos computadores. A IBM fez experiências com chips que poderiam abrigar o conteúdo de mais de mil CDs convencionais. Tudo num apetrecho do tamanho de um relógio de pulso. Por enquanto, esses aparelhos ainda não transpuseram a linha que separa os laboratórios das prateleiras
4. Avanços médicos: os nanorrobôs podem ser inseridos no interior do nosso corpo para investigar moléculas e fazer os reparos necessários
5. Avanços comerciais: os nanorrobôs podem rearranjar moléculas para criar substâncias mais eficientes. Diamantes podem ser criados e manipulados, dando origem a um material dez vezes mais resistente que o alumínio. Prédios, carros e aeronaves do futuro podem ser construídos assim
6. Avanços ambientais: objetos nano podem ser espalhados em locais com lixo tóxico para identificar moléculas perigosas e rearranjálas, para que passem a ser benéficas
7. Pesadelo: o que aconteceria se os nanorrobôs começassem a se reproduzir descontroladamente e não mais parassem? Catástrofe na certa, mas os cientistas afirmam que eles seriam programados para se reproduzir até determinado limite. Mas e se o programa der pau? Um pesadelo, sem dúvida

 

Mais Informações

 

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDR78708-7943,00.html

Comercial da NEC

17 de março de 2009

Comercial da NEC

Comercial criado por William Taylor Design para a NEC.