Arquivo da Categoria ‘Saúde’

Nanotecnologia ajuda a ‘fritar’ câncer de pele sem danificar células saudáveis

terça-feira, 31 de março de 2009

Estudos foram conduzidos com camundongos vítimas de melanoma. Técnica usa nanoesferas de ouro que penetram as células cancerosas.

Cientistas trabalhando nos Estados Unidos desenvolveram uma técnica arrojada para combater o melanoma. Esferas minúsculas e ocas feitas de ouro, acopladas a uma molécula orgânica capaz de se prender apenas às células cancerosas, são injetadas no organismo. E aí, ao submeter o paciente a um banho de luz infra-vermelha, as pequenas esferas fritam o câncer, sem danificar as células saudáveis.

O resultado, obtido pelo grupo de Chun Li, do Centro de Câncer da Universidade do Texas M.D. Anderson, está na última edição do periódico científico “Clinical Cancer Research”. A pesquisa demonstra o potencial da nanotecnologia na medicina, uma vez que as esferas de ouro são medidas em nanômetros (milionésimos de milímetros). Com seu tamanho diminuto, elas conseguem adentrar as células cancerosas, e então fritá-las de dentro para fora.

Foto: Reprodução

Imagem de biópsia de células de melanoma humanas (Foto: Reprodução)

Os únicos pacientes tratados até agora foram camundongos, mas os resultados já animaram os pesquisadores, que buscarão em breve autorização para conduzir testes em humanos.

As nanopartículas se concentram mais nas células cancerosas pelo fato de que essas possuem poros maiores. Além disso, acoplada a essas pequenas esferas há uma biomolécula, chamada de peptídeo. É uma espécie de miniproteína, cuja propriedade principal é “se encaixar” a um receptor que é muito abundande em células de melanoma (câncer de pele).

“A capacidade de mirar ativamente nanopartículas para tumores é o santo graal da nanotecnologia terapêutica para o câncer”, disse, em nota, Chun Li. “Estamos chegando mais perto desse objetivo.”

O desenvolvimento dessa técnica é especialmente atraente por ser minimamente invasivo. Em fez de abrir o paciente, basta injetá-lo com as nanopartículas. Depois a luz infra-vermelho penetra a camada superficial da pele e atinge as pequenas esferas de ouro. O resultado é um aquecimento das esferas, que acaba por destruir a célula cancerosa.

“As implicações clínicas dessa técnica não estão limitadas ao melanoma”, disse Jin Zhang, pesquisador da Universidade da Califórnia em Santa Cruz que desenvolveu as nanoesferas ocas, apontando que seu tamanho pequeno permitiria ampla absorção por vários tipos diferentes de célula.

Fontehttp://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL982419-5603,00-NANOTECNOLOGIA+AJUDA+A+FRITAR+CANCER+DE+PELE+SEM+DANIFICAR+CELULAS+SAUDAVEI.html

Preenchedor de rugas Nanotecnológico

terça-feira, 17 de março de 2009

Preenchedor de rugas Nanotecnológico

7038g.jpg

Preenchedor de rugas sem agulha ou bisturi. Uma alternativa nanocosmética às injeções de preenchimento com ação rápida, profunda e cumulativa. Inovador e eficiente, Sérum Akinésine Preenchedor de Rugas, desenvolvido com a nanotecnologia farmacêutica de atomização de última geração, permite a redução de partículas de ácido hialurônico em até 1 mícron, para eficaz penetração do produto na pele.

Para saber mais sobre este produto, acesse o site do fabricante.

Equipe cria gel que ataca célula doente

terça-feira, 3 de março de 2009

Equipe cria gel que ataca célula doente
Partícula diferencia a cancerígena da saudável e deposita remédio

EFE

Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade do País Basco (UPB) desenvolveu uma nanopartícula que diferencia as células cancerígenas das saudáveis e deposita medicamentos apenas no interior das que se encontram doentes.

Em nota, a universidade explica que a estrutura é um hidrogel insolúvel em líquidos que detecta as células cancerígenas porque o pH destas é menor que o do sangue.

Segundo os pesquisadores, a nanopartícula é combinada com ácido fólico, graças ao qual consegue detectar e “enganar” as células cancerígenas, atravessando suas membranas e instalando-se dentro delas como um “Cavalo de Troia”. Uma vez dentro das células anormais, a nanopartícula se incha devido à diferença de pH, liberando então a
droga.

Até agora, o problema no uso dessa técnica era o tamanho das partículas, que tinham de ser pequenas o suficiente para não obstruírem as veias e artérias do corpo. A equipe da faculdade conseguiu desenvolver hidrogéis minúsculos e de tamanho homogêneo, que atualmente estão sendo testados pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Complutense de Madri e da Universidade do País Basco.

Os hidrogéis são polímeros em forma de rede que incham por absorção, mas que não se dissolvem em nenhum líquido. Têm aplicações diversas: são utilizados tanto para fazer músculos artificiais como para capturar metais pesados de águas residuais, por exemplo.

O Grupo de Novos Materiais e Espectroscopia Supramolecular do Departamento de Química Física da Faculdade de Ciência e Tecnologia da UPB é pioneiro na pesquisa com hidrogéis. Seu diretor, Issa A. Katime, é autor do único livro editado em espanhol sobre o tema.

Fonte: O ESTADO DE S.PAULO – VIDA &  – PÁG. A14 - Data: 17/02/2009