Arquivo da Categoria ‘Outros’

Você já comeu sua dose de nanonutrientes hoje?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A indústria alimentícia começa a usar essas substâncias para diminuir os teores de sal e açúcar dos produtos ou aumentar a durabilidade. Mas o consumidor não foi avisado.

Mônica Tarantino

i114711RECURSO Betacaroteno em escala nano feito pela Basf é usado como corante

Foi deflagrada uma revolução invisível na indústria alimentícia. Ela atende por um nome longo, mas é feita de microscópicas partículas que alteram as propriedades dos ingredientes, concentram sabores e melhoram sua absorção pelo organismo. São os nanonutrientes, desenvolvidos graças à diminuição de compostos à escala nanométrica. Ainda que você nunca tenha ouvido falar deles e, com certeza, jamais verá algum, eles já estão presentes em sucos, achocolatados e outros produtos - ao menos no Exterior.

Apenas para se ter ideia da proporção, um nanômetro está para um metro assim como uma bola de gude está para o planeta Terra. E todo o efeito dos nanonutrientes está ligado justamente a esta redução. “Jogar água fervente em um grão de café resultará em uma bebida fraca”, explica a engenheira de alimentos Rosiane da Cunha, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Porém reduzilo a pó libera o sabor e o aroma. É isso que acontece quando partículas de vitaminas, por exemplo, são submetidas a pressão, diminuem de tamanho e aumentam seu poder de ação.”

O principal motivo para o uso da nova tecnologia são as exigências de consumidores e dos organismos que regulamentam a venda de alimentos, como a agência americana Food and Drug Administration (FDA). Num mundo em que o número de pessoas hipertensas, obesas e diabéticas tem crescido sem parar, os índices tolerados de sal e açúcar nos produtos industrializados serão cada vez menores e o controle cada vez mais rigoroso. Além disso, alimentos enriquecidos com vitaminas têm a preferência. No entanto, a retirada de substâncias como gorduras, açúcares e sódio pode modificar o paladar e a consistência dos produtos e prejudicar as vendas.

O maior feito dos nanonutrientes é justamente conseguir trocar ingredientes sem alterar o sabor. Mas como isso é possível? Novos aromas criados pela nanotecnologia cumprem essa função ao produzirem nas papilas gustativas da língua o mesmo efeito dos condimentos.

Eles enganam os receptores da língua e o cérebro”, diz Paulo Menoita, da Firmenich, uma das empresas do segmento instaladas no Brasil. Numa leitura simplificada, é como se você, no lugar de tomar o açúcar de um refrigerante, estivesse na verdade ingerindo uma molécula que dá a percepção do adocicado.

A Firmenich e outras companhias têm feito apresentações dessas moléculas a executivos da indústria de alimentos. Na Givaudan, os recursos nanotecnológicos também são usados para testar a ação das partículas. “Recriamos receptores das células da língua com partículas muito pequenas para ver como reagem aos novos aromas”, diz Moisés Galano, diretor-técnico da empresa.

Na International Flavors and Fragrances, outra representante da área, a tecnologia também está no cardápio.

“Fazemos moléculas definidas como nano”, afirmou à ISTOÉ Mark Dewis, vice-presidente da empresa.

Outro foco que impulsiona as pesquisas é a necessidade de substituir corantes, associados a alergias alimentares. A empresa Basf se valeu da nanotecnologia para processar compostos como o betacaroteno, nutriente que funciona como corante em sucos e manteigas e que tem ação contra o envelhecimento precoce das células. “O tamanho reduzido das partículas aumenta a eficiência das substâncias como corantes e melhora sua absorção pelo corpo”, diz Sandra Biben, gerente de marketing de nutrição para a América do Sul.

No Brasil, uma empresa especializada em nanotecnologia, a Nanox, de São Carlos, desenvolveu dois filmes para proteger os alimentos de bactérias que causam a deterioração. Assim, uma maçã mergulhada numa solução termina sendo revestida por uma nova película protetora que dobra sua vida útil. “Os filmes foram criados com partículas do milho e de quitosana (extraída dos crustáceos)”, diz André Araújo, um dos sócios da Nanox.

PODER As partículas alteram as propriedades dos nutrientes, tornando-as mais intensas e melhorando o sabor ou a textura

Em princípio, os avanços são elogiáveis. Os nanonutrientes possibilitam a redução de substâncias que causam doenças crônicas, como a diabete, e aumentam a capacidade de o corpo se beneficiar de nutrientes importantes. Contudo, há questões preocupantes a serem consideradas. É difícil saber ao certo quais os produtos que já apresentam as partículas em suas fórmulas. No Brasil, nenhum rótulo informa a presença de nanonutrientes na composição dos produtos. Pior: o Ministério da Saúde sabe apenas que a tecnologia existe, mas não sabe dizer se o brasileiro está consumindo essas moléculas - e nem sequer realiza alguma discussão acerca do tema.

Nos EUA, o FDA disponibiliza uma lista de produtos em seu site.

Também não há informações claras das empresas. A maioria se mostra receosa e prefere manter-se desvinculada da nanotecnologia. Das 14 indústrias procuradas por ISTOÉ, por exemplo, apenas cinco se manifestaram (além das quatro citadas acima, a Kraft respondeu que realiza pesquisas na área). Nem as que assumem chamam seus produtos de nanonutrientes. “Fazemos moléculas em escala nano, mas elas medem entre 200 e 400 nanômetros. Isso está acima do que é considerado um produto de nanotecnologia, que deve ser de até 100 nanômetros”, diz Sandra, da Basf.

Frans Kampers, especialista em bionanotecnologia da Universidade Wageningen, na Holanda, e referência mundial no assunto, diz que esse comportamento tem explicação. “A relutância é consequência do medo de reações negativas do consumidor”, disse à ISTOÉ. “Mas praticamente todas as maiores companhias do setor pesquisam nanotecnologia e existem diversas produzindo ingredientes que considero nanotecnológicos. Seria bastante estranho se nenhum produto contivesse nanotecnologia de alguma forma”, afirma.

Para discutir temas como a segurança das partículas para uso humano e desenvolver uma regulamentação para o setor, foi criada nos EUA uma iniciativa ligada ao FDA e a centros acadêmicos, o Project on Emerging Nanotechnologies. “A não exigência de identificar nanoingredientes para os consumidores torna difícil dizer qual é a situação real desse jogo atualmente”, disse à ISTOÉ Andrew Maynard, principal conselheiro do programa americano. “Precisamos mudar isso.”

i114705

Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2062/artigo135034-1.htm

Nanotecnologia: revolução invisível

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A nanotecnologia vem proporcionando o desenvolvimento de novos materiais e produtos em todas as áreas, desde medicamentos mais eficientes, que poderão curar definitivamente o câncer sem o uso de quimioterápicos agressivos; tecidos que não sujam ou até mesmo que nos deixem invisíveis; também computadores moleculares, que poderão ser conectados ao cérebro para podermos aprender.

Carlos Ossamu - 18/5/2009 - 20h18

Os filósofos gregos antigos, entre eles Tales de Mileto, Aristóteles e Demócrito, há mais de 2.500 anos , se perguntavam do que as coisas eram feitas, se tudo o que existe não poderia ser reduzido a componentes mais simples. Afinal, a matéria não poderia ser dividida infinitamente, deveria haver um limite, algo tão pequeno que seria indivisível. A isso eles chamaram de átomo, que significa “não divisível” (apesar de a bomba atômica ter mostrado que até o átomo pode ser dividido, liberando imensa energia).

É neste universo de átomos e moléculas que trabalha a nanotecnologia, manipulando estruturas muito pequenas e criando materiais funcionais que são impossíveis de serem feitos do modo convencional. Um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro ou um milionésimo de milímetro.

Em termo ilustrativo, uma partícula nanométrica seria uma bola de futebol em comparação à Terra. Em essência, a nanotecnologia consiste na manipulação da matéria em nanômetros, para criar estruturas com uma organização molecular diferenciada. Seria algo como montar uma molécula do jeito desejado, utilizando átomos como peças fundamentais.

O primeiro passo para manipular moléculas foi dado nos anos 80, com a criação do microscópio de tunelamento. Seus inventores foram dois cientistas do laboratório da IBM na Suíça, Heinrich Rohrer e Gerd Binning, que levaram o Prêmio Nobel de Física pelo trabalho em 1986. Mas o “pai” da nanotecnologia foi o norte-americano Kim Eric Drexler, que aliás foi a primeira pessoa no mundo a obter o título de PhD em Nanotecnologia em 1991, pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Drexler escreveu seu primeiro artigo científico em 1981, sobre a possibilidade de reproduzir mecanicamente a atividade biológica celular, chamada de engenharia molecular, na revista Proceeding of the National Academy of Sciences. Em 1986, escreveu o livro Engines of Creation, usando pela primeira vez o termo Nanotecnologia. “Toda a biologia é feita em escala nanométrica e não há máquina mais perfeita do que a criada pela natureza”, diz Henrique Eisi Toma, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pelo Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia (LQSN). “A borracha é um material frágil, que esfarela com facilidade e não tem muita resistência. Mas ao ser adicionado carbono, ela fica resistente e é usada na fabricação de pneus. Há pesquisas para o desenvolvimento de pneus mais ecológicos, com o uso de nanopartículas de argila, com mais durabilidade e menos agressivas ao meio ambiente”, diz o professor Toma.

Fonte: Diário do Comércio - Caderno Especial: Nanotecnologia. Págs.: 01 a 03.

Nova forma de produzir grafeno viabiliza papel eletrônico

terça-feira, 28 de abril de 2009

Nova forma de produzir grafeno viabiliza papel eletrônico

O grafeno é o material do futuro. Pelo menos para diversos centros de pesquisa espalhados pelo mundo que, desde 2004, quando foi isolado pelo grupo de Andre Geim, da Universidade de Manchester, têm estudado as propriedades e aplicações dessa nova forma de carbono.

Sucessor do silício

O grafeno é considerado o mais forte de todos os materiais já medido pelo homem. Por suas características insólitas (reduzida espessura, por exemplo) e propriedades notáveis (alta condução de eletricidade), ele tem sido cotado, entre outras coisas, como possível sucessor do silício na fabricação de chips de computador ou como o material de base para a nova geração de dispositivos eletrônicos.

Por formar folhas resistentes e capazes de serem dobradas sem danos - por conta do arranjo de átomos de carbono em uma estrutura que lembra o de uma colméia -, uma das principais aplicações potenciais do grafeno está na fabricação de aparelhos eletrônicos flexíveis.

Mas os dispositivos eletrônicos à base de grafeno desenvolvidos até o momento foram feitos de peças minúsculas (na escala dos micrômetros) e a partir de um método pouco eficiente que envolve “descascar” camadas de um substrato de grafite.

imagem

Cientistas sul-coreanos desenvolvem método mais eficiente para a produção de folhas de grafeno, material que poderá servir de base para os eletrônicos do futuro. [Imagem: Hong et al]

Deposição de vapor químico

Agora, um grupo de cientistas da Coreia do Sul descreve um método alternativo e mais versátil para produzir filmes de grafeno com excelentes propriedades eletrônicas.

Os filmes são flexíveis e podem ser construídos em tamanhos relativamente grandes, de vários centímetros de área. No estudo, Byung Lee Hong, da Universidade Sungkyunkwan, e colegas aperfeiçoaram um processo conhecido como deposição de vapor químico, no qual uma mistura gasosa de hidrocarbonetos circula sobre folhas de níquel aquecidas e se quebra em átomos de carbono.

Os átomos, por sua vez, rearranjam-se na forma de grafeno. Ao esfriar rapidamente o substrato, são formados filmes com apenas algumas camadas de espessura. Esses filmes ultrafinos são transparentes e contam com alta condutividade elétrica, semelhantes aos obtidos pelo processo mecânico de obtenção de grafeno, até então o único existente.

A principal promessa da novidade está no desenvolvimento de eletrodos flexíveis, transparentes e que ocupam grandes áreas. Um exemplo, segundo os pesquisadores, está em telas eletrônicas, para uso em publicações como revistas ou jornais, em substituição ao papel.

Bibliografia:

Large-scale pattern growth of graphene films for stretchable transparent electrodes
Keun Soo Kim, Yue Zhao, Houk Jang, Sang Yoon Lee, Jong Min Kim, Kwang S. Kim, Jong-Hyun Ahn, Philip Kim, Jae-Young Choi, Byung Hee Hong
Nature
14 Jan 2009
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature07719

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nova-forma-de-produzir-grafeno-viabiliza-papel-eletronico&id=010165090203

Átomos de carbono são mostrados em filme pela primeira vez

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Átomos de carbono são mostrados em filme pela primeira vez

Pela primeira vez, cientistas conseguiram fazer um filme mostrando átomos individuais de carbono movendo-se nas bordas de uma folha de grafeno.

Vendo átomos individuais

“A capacidade para ver átomos individuais movendo-se em tempo real para ver como a configuração atômica evolui e influencia as propriedades do sistema é alguma coisa como um biólogo ser capaz de ver as células se dividindo e formando um organismo,” diz o físico Alex Zettl, que coordenou a pesquisa.

Os cientistas fizeram um furo na folha de grafeno - uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura - e usaram o mais poderoso microscópio de transmissão eletrônica do mundo para filmar os átomos realinhando-se ao redor do furo, tudo em tempo real.

Spintrônica

O filme permite a visualização das ligações químicas se quebrando e formando à medida que os átomos tentam retornar para uma configuração estável depois que o furo foi feito.

Pode-se ver os átomos realinhando-se em uma estrutura em ziguezague, a mais promissora para futuros explorações da spintrônica.

“O crescimento átomo por átomo é um dos problemas mais fundamentais da física do estado sólido, mas é especialmente crítico para sistemas em nanoescala, onde a adição ou subtração de um único átomo pode ter consequências dramáticas para as propriedades mecânicas, ópticas, eletrônicas, termais e magnéticas do material,” explica Zettl.

A técnica de filmagem de átomos em movimento agora poderá ser aplicada a outros materiais, permitindo o entendimento da formação e cristalização dos sólidos.


Bibliografia:
Graphene at the Edge: Stability and Dynamics
Çaglar Ö. Girit, Jannik C. Meyer, Rolf Erni, Marta D. Rossell, C. Kisielowski, Li Yang, Cheol-Hwan Park, M. F. Crommie, Marvin L. Cohen, Steven G. Louie, Alex Zettl
Science
March 27, 2009
Vol.: 323. no. 5922, pp. 1705 - 1708
DOI: 10.1126/science.1166999

Neurônio artificial pode criar estrutura capaz de emular cérebro humano

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Neurônio artificial pode criar estrutura capaz de emular cérebro humano

A modelagem de estruturas de carbono em escala molecular pode ser o próximo passo na tentativa de emular funções do cérebro humano. Com esse enfoque, pesquisadores estão projetando um córtex sintético, uma plataforma onde a forma de funcionamento do cérebro humano poderá ser imitada de forma artificial.

Neurônio artificial pode criar estrutura capaz de emular cérebro humano

Esquema do neurônio artificial, construído com transistores de nanotubos de carbono.[Imagem: USC/NSF]

 

Neurônios artificiais

A equipe da professora Alice Parker está criando os primeiros neurônios sintéticos, ou artificiais, minúsculas estruturas feitas com nanotubos de carbono, capazes comunicar-se uns com os outros.

Cada vez que um neurônio é acionado, ele envia um sinal eletroquímico para milhares de outros neurônios ao seu redor. Com aproximadamente 100 bilhões de neurônios no córtex humano, o que resulta em algo como 60 trilhões de conexões sinápticas, o cérebro é uma estrutura maciçamente interconectada.

 

Esfera do pensamento

“O cérebro é uma espécie de fábrica bioquímica, operando em uma esfera que você não pode esticar sobre circuitos integrados e placas de circuito impresso a fim de emular toda a sua atividade elétrica,” explica a professor Parker.

“A conectividade é imensa e existem muitos ‘delays’. Nós tivemos que nos voltar para a nanotecnologia para construir algo tridimensionalmente, para que eventualmente nós sejamos capazes de emular como os neurônios disparam e ativam os outros ao longo de uma rota específica dentro daquela esfera.”

 

Neurônios transistorizados

O resultado é um neurônio artificial projetado tridimensionalmente, como se fosse um transístor 3D, construído com peças nanoscópicas de carbono. Usando o projeto, os pesquisadores agora se preparam para construir o primeiro chip usando os seus “neurônios transistorizados” de carbono.

Até o final deste semestre, afirma Dra. Parker, a pesquisa já contará com “vários neurônios sintéticos conversando entre si.” Usando o chip que será construído, os pesquisadores planejam testar a conexão entre os neurônios sintéticos e sua interconectividade, verificando o funcionamento de suas sinapses artificiais.

 

É possível construir um cérebro artificial?

O objetivo da pesquisa não é modesto. Em última instância, os pesquisadores desejam responder uma questão fundamental: Será o homem capaz de construir um cérebro artificial, de dimensões razoáveis, capaz de apresentar um comportamento e aprender?

“Nós realmente não sabemos se conseguiremos ainda, apesar de toda a imprensa falando que nós estamos próximos disso,” explica a Dra. Parker. “O córtex humano é maciçamente interconectado e as conexões estão sempre mudando. Esse tem sido sempre um dos maiores desafios na tentativa de simular o funcionamento neural. Mas, com as tecnologias se tornando menores e mais baratas, há uma possibilidade de se construir estruturas neurais na escala do cérebro humano.”

Para o que serviria um cérebro artificial? Para controlar robôs terrestres e espaciais, para construir carros capazes de dirigir sozinhos, próteses capazes de aprender (a ver e ouvir, por exemplo), fazer implantes médicos neurais e o que mais ocorrer ao cérebro natural. Pelo menos até que idéias comecem a ocorrer também nos cérebros artificiais.

 

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=neuronio-artificial-pode-criar-estrutura-capaz-de-emular-cerebro-humano&id=010165090310

Nanotecnologia é a nova aposta da Tintas Futura

terça-feira, 24 de março de 2009

Produtos ganham maior durabilidade e poder de cobertura.

Uma indústria de Guarulhos (SP), a Tintas Futura, com capital 100% nacional, já está colocando no mercado produtos altamente competitivos, obtidos com a aplicação da nanotecnologia em polímeros. As pesquisas no laboratório de química da empresa começaram em 2004 e o resultado é surpreendente. As tintas ganharam maior capacidade de dispersão, maior poder de cobertura, resistência e durabilidade da cor.


De forma simplificada, pode-se dizer que os polímeros são macromoléculas formadas a partir de unidades estruturais menores, os monômeros, e que a nanotecnologia,originada da nanociência, opera com dimensões pequeníssimas. Nano designa um bilionésimo de determinada grandeza. Um produto com um nanômetro tem o tamanho de um bilionésimo de metro. Basicamente as pesquisas trabalham átomo por átomo e esse ambiente de manipulação de moléculas e partículas nanômétricas conduz ao desenvolvimento de novos produtos ou à modificação de suas características.


Na Tintas Futura, foram realizadas centenas de pesquisas em polímeros modificados com aditivos em tamanho de partícula na escala nanométrica. Foi a incorporação do nanocomposto, através da polimerização em microemulsão, que propiciou um polímero que promove maior dispersão e cobertura superficial. Outro resultado do processo foi uma significativa redução do odor e o aumento da resistência ao desenvolvimento de microorganismos, como mofo ou bolor.


“Por contar com tecnologia própria, agora podemos oferecer aos nossos clientes um produto com o que há de mais moderno no mercado, com preço muito mais competitivo”, explica Valdemar Granzoti, químico da Tintas Futura. Todas as linhas comercializadas pela empresa, Econômica, Standart ou Premium, irão contar com a inovação tecnológica. “Hoje, os clientes estão cada vez mais exigentes, o que estimula os fabricantes a oferecer um produto com qualidade cada vez maior. Com a nanotecnologia, a Futura passa a oferecer os melhores resultados na fabricação de tintas e todos ganham”, afirma Valdemar.


 

Fonte para entrevistas: 
Valdemar Granzoti – químico da empresa, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia.


 

Informações para a imprensa: 
Ex-Libris Comunicação Integrada (11) 3266-6088 
Fernanda Mira: fernanda@libris.com.br ramal 209 
Célia Moreno: celiabmoreno@libris.com.br ramal 208

Os mistérios da nanotecnologia

quarta-feira, 18 de março de 2009

 

A nanotecnologia é uma área da ciência onde as pesquisas avançam, mas ainda têm um custo muito alto. O objetivo é construir novas estruturas usando o que a natureza tem como matéria-prima: os átomos.

 

Assista o vídeo sobre os mistérios da nanotecnologia: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM939973-7823-OS+MISTERIOS+DA+NANOTECNOLOGIA,00.html

Comercial da NEC

terça-feira, 17 de março de 2009

Comercial da NEC

Comercial criado por William Taylor Design para a NEC.